Vereador evangélico quer impor ideologia do retrocesso nas escolas públicas

O que Marcelo Cruz quer mesmo, é impor nas escolas o conceito de família que evangélicos como ele possuem e barrar qualquer discussão sobre homossexualidade em salas de aula, negando os direitos conquistados por pessoas do mesmo sexo que decidem viver juntas, casar e constituir famílias.

Por Luciana Oliveira
Publicada em 08 de novembro de 2017 às 12:15
Vereador evangélico quer impor ideologia do retrocesso nas escolas públicas

A ideia saiu da cabeça do vereador Marcelo Cruz (PTB), evangélico da Igreja Assembleia de Deus que só concluiu o ensino médio, mas quer definir o que é adequado à aprendizagem de alunos da rede pública de ensino.

Tramita na Câmara o projeto dele para ‘preventivamente’ impedir a “inclusão na grade curricular das escolas” do município de Porto Velho, de atividades que visem à reprodução do conceito de ideologia de gênero.

E ele ainda ‘explica’ que a diversidade de gênero presente em todas as sociedades, é uma “ideologia segundo a qual os dois sexos, masculino e feminino, são construções culturais e sociais”.

O projeto sequer tem aplicabilidade, porque simplesmente não existe esse conceito de ‘ideologia de gênero’.

O curto circuito nos ‘miolos’ fez o vereador elencar o art. 227 da Constituição Federal para fundamentar também o seu conceito de proteção às crianças e adolescentes e à família de um modo geral.

“Art. 227 É dever da família, da sociedade e do Estado assegurar à criança, ao adolescente e ao jovem, com absoluta prioridade, o direito à vida, à saúde, à alimentação, à educação, ao lazer, à profissionalização, à cultura, à dignidade, ao respeito, à liberdade e à convivência familiar e comunitária, além de colocá-los a salvo de toda forma de negligência, discriminação, exploração, violência, crueldade e opressão. ”

Só que o vereador não citou o § 6º do mesmo artigo, que determina claramente que “Os filhos, havidos ou não da relação do casamento, ou por adoção, terão os mesmos direitos e qualificações, proibidas quaisquer designações discriminatórias relativas à filiação.”

O que Marcelo Cruz quer mesmo, é impor nas escolas o conceito de família que evangélicos como ele possuem e barrar qualquer discussão sobre homossexualidade em salas de aula, negando os direitos conquistados por pessoas do mesmo sexo que decidem viver juntas, casar e constituir famílias.

Resumindo, limitar o ambiente escolar à ideologia do retrocesso.

O pluralismo da família brasileira foi reconhecido pelo Supremo Tribunal Federal, mas o vereador se recusa a aceitar.

Em episódio recente na câmara municipal de Ariquemes, um grupo de vereadores com o apoio do prefeito se deu mal por tentar censurar livros didáticos que tratavam da diversidade familiar.

A juíza Maria Lúcia Gomes de Souza, do Tribunal Regional Federal da 1ª Região, acatou o pedido antecipação de tutela de mérito à medida cautelar do Ministério Público Federal contra o prefeito de Ariquemes, Thiago Flores.

Os procuradores pediram que o prefeito e o secretário de educação do município fossem impedidos de “violar, destacar, suprimir, rasgar ou destruir os livros didáticos que serão distribuídos aos alunos, ou parte deles, a fim de evitar qualquer dano de cunho jurídico, patrimonial e social e também “a imediata distribuição dos livros às escolas municipais de Ariquemes”.

Para a juíza, a proibição submete educandos ao desconhecimento e à ignorância “sobre uma dimensão fundamental da experiência humana e que tem, ainda, por consequência, impedir que a educação desempenhe seu papel fundamental de transformação cultural, de promoção da igualdade e da própria proteção integral assegurada pela Constituição às crianças e aos jovens”.

Relembre o caso: AQUI

Marcelo Cruz quer se antecipar à qualquer atividade nas escolas que previnam a violação à igualdade e à dignidade humana, uma vez que estudantes filhos de casais do mesmo sexo, ou transexuais, seriam ainda mais vítimas de preconceito.

“Na propositura desse projeto é flagrante a falta de bom senso e de conhecimento sobre direitos fundamentais e inalienáveis. Não pode o legislador atuar com a compreensão de uma parcela da sociedade. Seu dever é com todos e família brasileira teve seu conceito ampliado, sob o qual não cabe discussão. Quem insistir fere o entendimento jurídico”, disse a presidente da Comissão da Diversidade Sexual da OAB-RO.

Comentários

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    elizeu santos 09/11/2017

    (tantas pessoas inteligente e letrada )ae precisa de um semi-analfabeto para fazer o que é certo !!!

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    josé 09/11/2017

    concordo plenamente vereador...essa luciana é Petista das antigas , da turma da fatima cleide

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    Marcelo 09/11/2017

    Não quero saber do Estado interferindo na formação sexual dos meus filhos. Esse lixo de Ideologia de Gênero é uma verdadeira atuação de satanás nesse país. Eles tentam usar argumentos intelectuais, porém, distorcem a verdade. O brasil é um pais que dá liberdade para todas as religiões prestarem culto ao que quiserem, no seu templo, não na escola. A escola é para formação intelectual. Logo, eu não vou aceitar que esses pervertidos esquerdistas marxistas imporem suas terias diabólicas para os meus filhos. Isso faz parte da agenda petista que influenciou o nosso país, dividindo-o em preto contra branco; hétero sexual contra homossexual; gordo contra magro... Eles querem estabelecer a pedofilia, a perversão sexual e outros como Norma Legal na sociedade. Sou contra tudo isso. Bolsonaro 2018!!!

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    Marcelo 09/11/2017

    Tem todo o meu apoio vereador, vivemos até hoje dessa forma, e que assim permaneça. Deus é contigo...

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    Tamille 09/11/2017

    Matéria altamente imparcial, hein? Faça-me o favor.

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    Enilson Muniz 08/11/2017

    Acho que o nobre vereador está certo, quem tem que ensinar sobre profissão, moral, religião, e sexo, e o provedor da família, e não ou nenhum cabra que não coloca um grão de feijão na mesa da criança, e se acha no direito de ensinar putaria, pra criança, acho que se a pessoa que ser Homem mulher o gay, é um problema de cada um, mas deixa esse assunto pra quando ela crescer e tiver idade pra tocar sua própria vida, e poder responder pelos seus atos

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    ANDRE BOLANHO 08/11/2017

    TUDORONDÔNIA, JORNAL DE ESQUERDA, A FAVOR DA CORRUPÇÃO MORAL E SOCIAL DA FAMÍLIA BRASILEIRA.

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    FIGUEIREDO 08/11/2017

    SE A IDÉIA E ORIENTAR OS ALUNOS A SEGUIR COMO EXEMPLO DE FAMÍLIA A DE ALGUNS EVANGÉLICOS CONHECIDOS, AÍ É QUE COISA VAI DEGRINGOLAR.

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    Leonardo 08/11/2017

    Parabéns vereador!!!! Conte com o apoio da sociedade e da família portovelhense.

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    lorismar 08/11/2017

    Estou aguardando a divulgação do meu comentário de ontem dia 08/11/2017. Cadê???? Acredito que esse jornal é imparcial.

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    Evaldo 08/11/2017

    Este vereador está corretíssimo !!! Não podemos aceitar essas violações a família Brasileira. Depois que a esquerda tomou conta do Brasil surgiram cada lei esdrúxulas.

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    Sueli 08/11/2017

    Certíssimo ele, escola é pra se aprender português, matemática, história, geografia e outras matérias deixem que os pais eduquem seus filhos

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    walter wrege 08/11/2017

    Escola é para ensinar as crianças a adquirir conhecimento, sexualidade deve ser ensinados pelo pai e a mãe (home e mulher)

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    Roberto 08/11/2017

    Nao consigo entender, o que essas pessoas ficam discutindo um tema, que nao tem nada a ver com o proposito da escola. Causa uma confusao na cabeça das crianças, dizendo que 2 homens e 2 mulheres, forma um casal, isso so cabe na cabeça de maluco, se forma um casa porque entao nao procriam? Sempre existiu este comportamento, e eu nunca vi um evangelico, pregando que deve matar ou violentar, pessoas homossexuais, o que nao aceitamos e o comportamento dos mesmos, e muitos parecem querer, que tenhamos a mesma atitude. O nobre vereador, nao esta querendo o retrocesso, ele continua crendo que Deus criou macho e femea para serem casal, e consequentemente procriarem. E muita falcidade que existe, na maipria das pessoas que defende a uniao de homossexuais, pergunta para os pais, em particular, se eles sao felizes, tendo filhos nessa condição.

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    Carlos 08/11/2017

    Parabéns vereador. A defesa da família independe da orientação religiosa. O Estado deve se ocupar dos assuntos básicos, deixando para a família a abordagem sobre a sexualidade. Escola é lugar de estudar.

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    jair ramos 08/11/2017

    parabens ao vereador, em meio a tantas pessoas querendo acabar com a família, um pra se levantar essa bandeira . Que Deus o abençoe muito mais na sua caminhada.

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    cristiano 08/11/2017

    Onde está o retrocesso Luciana Oliveira... por um acaso existe outro ser que seja diferente de homem e mulher... homem e homem e mulher e mulher e ponto.

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    Roberto Schuster 08/11/2017

    É preciso que nós, brasileiros em geral, tenhamos mais cuidado quando direcionamos nosso voto a um candidato a Vereador, Deputado ou Senador, pois a pessoa que nós colocamos em um cargo do Poder Legislativo, nos três poderes, irá ser encarregado de LEGISLAR, alterando ou criando leis. Temos que pensar bem, antes de sufragar uma pessoa a nos representar no Legislativo municipal (vereador), estadual (deputado) ou federal (deputado e senador). Votar em semianalfabetos ou pouco letrados é um risco. O garoto (vereador) em comento deveria saber que a legislação educacional tem diretrizes nacionais, com restrita participação estadual ou municipal em sua aplicação, levando em conta as diferenças constatadas em nosso país de tamanho continental. Não bastasse o deputado Boabaid, num arroubo de estrelismo, colocar-se como legislador-mor em questões de Educação. Agora aparece outro leigo completo, querendo dizer o que é melhor para nossa Educação. Tem cada um...

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    Roberto Schuster 08/11/2017

    É preciso que nós, brasileiros em geral, tenhamos mais cuidado quando direcionamos nosso voto a um candidato a Vereador, Deputado ou Senador, pois a pessoa que nós colocamos em um cargo do Poder Legislativo, nos três poderes, irá ser encarregado de LEGISLAR, alterando ou criando leis. Temos que pensar bem, antes de sufragar uma pessoa a nos representar no Legislativo municipal (vereador), estadual (deputado) ou federal (deputado e senador). Votar em semianalfabetos ou pouco letrados é um risco. O garoto (vereador) em comento deveria saber que a legislação educacional tem diretrizes nacionais, com restrita participação estadual ou municipal em sua aplicação, levando em conta as diferenças constatadas em nosso país de tamanho continental. Não bastasse o deputado Boabaid, num arroubo de estrelismo, colocar-se como legislador-mor em questões de Educação. Agora um aparece outro leigo completo, querendo dizer o que é melhor para nossa Educação. Tem cada um...

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    Henry 08/11/2017

    O tema é passível de grandes discussões, mas sem embargo de opiniões em contrário, o PL é flagrantemente inconstitucional, pois legislar sobre assunto atinente as diretrizes estabelecidas pelo Ministério da Educação é matéria privativa da União.

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    lorismar 08/11/2017

    Não sou evangélico. Porém defendo a família. Nada de ideologia de gênero para crianças. Quando elas forem emancipadas ai sim decidem se querem se gay, lésbica o que for. Vai ser problemas delas. Agora esses movimentos gays querer impor situações para as crianças nada disso. Vão procurar o que fazer. O vereador tá certíssimo. A matéria tá tendenciosa.

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    Igor 08/11/2017

    Não base científica nenhuma que sustente a Ideologia de gênero portanto não há razão para ensina-la a crianças. As escolas não são laboratórios, as crianças não são cobaias. O vereador está correto

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    constantino lagoa 08/11/2017

    Sugiro que ele comece pelas igrejas

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    ANDRE BOLANHO 08/11/2017

    TUDORONDÔNIA JORNAL DE ESQUERDA, A FAVOR A CORRUPÇÃO MORAL E SOCIAL DA FAMÍLIA BRASILEIRA!

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    ANDRE BOLANHO 08/11/2017

    Eu apoio o vereador EVANGÉLICO Marcelo Cruz!!!! Abaixo a ideologia de gênero nas escolas públicas e particulares!!!!

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