Laboratório de experiências desastrosas

Quando o doutor Hildon Chaves assumiu a prefeitura de Porto Velho, todo o sistema de saúde estava engolfado num caos. Passados dezesseis meses, percebe-se, isentamente, que a saúde piorou.

Valdemir Caldas
Publicada em 20 de abril de 2018 às 10:30

Quando o doutor Hildon Chaves assumiu a prefeitura de Porto Velho, todo o sistema de saúde estava engolfado num caos. Faltava de tudo nas UPAS e postos, desde medicamentos, como uma simples Dipirona, a equipamentos que pudessem minimizar a dor de quantos acorriam para um atendimento de urgência nas unidades de saúde.

Passados dezesseis meses, percebe-se, isentamente, que a saúde piorou. O prefeito fala que cortou milhões de reais, sobretudo com o pagamento de alugueis, mas não conseguiu até hoje transformar os recursos economizados em equipamentos, medicamentos e salários decentes ao pessoal do setor, para dar condições de atendimento efetivo à população, principalmente aos mais carentes, que não têm como pagar um plano de saúde.

Do caos, a saúde municipal acabou na UTI, de onde não se consegue enxergar a luz no final do túnel. Muito se falou sobre o senhor Alexandre Porto, mas sua passagem pela SEMUSA foi um desastre. O médico Orlando Ramires chegou falando grosso, prometendo se lançar com o prefeito a uma tarefa hercúlea para retirar o setor das trevas, exigindo, portanto, um choque de competência, de gestão, de dedicação, de esforço, de arrojo até, porque a população clamava (e ainda clama) por providências para a saúde, mas o choque que deveria vir para curar o paciente acabou prolongando sua permanência na UTI.

Agora o prefeito quer implantar um novo modelo de gestão na saúde do município, que ele e alguns dos seus, cuja visão não vai além do próprio umbigo, garantem que deu certo numa cidadezinha do interior do Estado de Goiás.  A dúvida é para saber até quando o prefeito vai insistir em fazer da saúde municipal um laboratório de experiências desastrosas. Não é porque as Organizações Sociais de Saúde (OSS) teriam apresentados resultados positivos em algumas cidades brasileiras, como disse o prefeito, que o sistema vai funcionar eficazmente em Porto Velho.

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