Combustíveis custariam metade do preço se a Petrobras não nos tratasse como estrangeiros

Aqueles que gritam que a estatal é do povo brasileiro, não conhecem a verdadeira face da empresa.

Sergio Pires
Publicada em 11 de junho de 2018 às 09:44
Combustíveis custariam metade do preço se a Petrobras não nos tratasse como estrangeiros

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A Petrobras é realmente nossa? Nossa de quem, cara pálida? Aqueles que gritam que a estatal é do povo brasileiro, não conhecem a verdadeira face da empresa, que está se recuperando de uma enorme roubalheira praticada nos governos petistas (mas com apoio, aval e participação de dezenas de políticos de todas as cores partidárias), exatamente às custas dos consumidores brasileiros. Para se ter ideia do que está fazendo conosco, jogando o preço do óleo diesel e da gasolina para cima, dilacerando o bolso do pobre consumidor, a política de preços da Petrobras trata os brasileiros como se fôssemos estrangeiros. Explica-se: um barril de petróleo extraído da terra ou do mar, pela Petrobras, custa entre 35 e 40 dólares. Com o dólar, nesta final de semana, batendo na porta dos 4 reais, o valor na moeda nacional seria algo em torno de 140 a 160 reais por barril. É esse o preço que nosso petróleo, aquele que é do povo brasileiro, é vendido pela estatal às refinarias? Nada disso. Para tentar se recuperar do rombo, num curtíssimo prazo, às nossas custas, a política de preços adotada pela diretoria comandada por Pedro Parente (que já foi tarde!), impôs os preços do mercado internacional, na faixa dos 80 dólares, ou algo em torno de 320 reais o barril. O dobro do custo nacional. Ou seja, o consumidor, que acaba pagando tudo, poderia ter óleo diesel e gasolina, por cerca da metade do preço que paga hoje, incluindo-se aí todos os pornográficos impostos, que somos obrigados a suportar.

Tiradentes não aceitou os 20 por cento que os portugueses cobravam de nossas riquezas e por isso foi morto e esquartejado. Nós somos esquartejados diariamente nos nossos bolsos, por uma estatal que domina o mercado, não tem concorrência e faz de conta que pertence a todos nós. Ela pertence, na verdade, aos poderosos acionistas e só a eles presta contas. Para se ter ideia da real situação, perto de 80 por cento do combustível consumido no Brasil, é feito com petróleo nacional. Só  20 por cento são importados. Mas pagamos a conta como se todo o petróleo fosse importado.  Se a Petrobras considerasse apenas os custos nacionais de produção, poderia vender gasolina e diesel por um preço bem abaixo do atual, segundo os  especialistas, mantendo margens de lucro bastante significativas. A verdade é que a Petrobras possui mais de 600 mil acionistas, entre grandes investidores estrangeiros e fundos de investimentos, além de pessoas físicas. O governo é detentor de 63 por cento das ações e tem o poder de definir a política de preços.  Toda a política da empresa é voltada aos acionistas, como  se ela fosse uma instituição privada. Não é. Se fosse, teria que concorrer no mercado e seu preço, cobrado hoje, a destruiria. Então, somos nós, os otários, que temos que manter uma estatal para nos explorar, para que alguns políticos mantenham seu discurso de que “o petróleo é nosso!”. Uma ova que é!

OS CAMINHOS DE EXPEDITO

Num encontro recente do PSB em Ji-Paraná (o partido tem como principal seu filho, o jovem deputado federal Expedito Neto), o ex senador Expedito Júnior manteve o mistério se vai concorrer ao Senado ou ao Governo. Convidado a discursar como autoridade convidada especial, representando o aliado PSDB, Expedito insinuou, contudo, que quando chegar a hora H, poderá optar pela disputa ao Governo. Ele, ao menos por enquanto, está numa posição bastante cômoda. Tem um eleitorado cativo e se disputasse uma cadeira ao Senado, suas chances de chegar a uma das duas cadeiras a que Rondônia tem direito, as pesquisas apontam que suas chances seriam muito grandes. Espera, calmamente, que todo o quadro se desenhe, para só então anunciar sua decisão. Expedito tem um acordo com Ivo Cassol, em que, caso o ex governador consiga registrar sua candidatura, ele, Expedito, entraria na briga pelo Senado. Mas como até agora não há clareza nessa situação, o ex senador fica apenas aguardando os acontecimentos, para, em meados de julho, bater o martelo. Partidários tucanos de alta plumagem, acham que, mais à frente, Expedito vai optar pela disputa ao Governo. Depende agora apenas dos acordos que ele mantém com Cassol e seu grupo. O caso ainda está enrolado, mas desenrola nos próximos 60 dias....

DANIEL PENSANDO NA REELEIÇÃO

Enquanto isso, até que haja decisões da Justiça Eleitoral, Ivo  Cassol e Acir Gurgacz continuam mantendo suas pré candidaturas. Ambos andam percorrendo o Estado, apresentando-se aos rondonienses como postulantes ao Palácio Rio Madeira/CPA. Cassol, inclusive, está em vantagem, na medida em que aparece como o principal nome de opção da maioria dos eleitores consultados em praticamente todas as pesquisas eleitorais. Junto com os dois, o único pré candidato que já está confirmadíssimo, já que não tem pendência legal para enfrentar, Maurão de Carvalho surge como um nome em crescimento junto à população do seu Estado. Outro nome sem qualquer problema a enfrentar, mas menos conhecido em todo o Estado, é o do jovem Vinicius Miguel, da Rede, que conta praticamente apenas com as redes sociais para tocar sua campanha em frente. O que falta definir ainda é a questão sobre Daniel Pereira. Ele assumiu o governo recentemente, mas é um nome dos mais quentes para entrar na corrida palaciana, já que está apto a disputar a reeleição. Daniel continua dependendo da situação de Acir Gurgacz para entrar na briga, mas já há quem diga que ele vai mesmo que a candidatura do senador do PDT seja confirmada pela Justiça Eleitoral. O quadro continua ainda muito complicado e só será mais clareado dentro de algumas semanas.

DIAS DE TRISTEZA; DIAS DE VIOLÊNCIA

O final de semana mal começou e já vivemos dias de grande violência e mortes. Além de assassinatos, trocas de tiros, as tragédias de sempre, o trânsito causou também várias vítimas. Três rondonienses pereceram em acidentes, dois deles em Rondônia e um no Mato Grosso. A morte na Capital foi de um pastor, pilotando uma moto, que bateu num buraco da Rua Jatuarana, no bairro Lagoa e voou, caindo de cabeça contra carros que estavam estacionados. Outro buraco, dessa vez na BR 364, próximo ao acesso a  Guajará Mirim, tirou a vida de um jovem funcionário do IFRO. O carro dele capotou várias vezes, matando-o na hora. No Mato Grosso, um servidor da Sedam de Vilhena morreu na hora e a esposa dele ficou gravemente ferida em colisão na BR 070. Até o final do sábado, a polícia já tinha registrado dezenas de ocorrências. À noite, nas tradicionais blitz contra bêbados no trânsito, também houve várias prisões. Além de todos os dramas e dificuldades que estamos vivendo, a violência dos criminosos e a do transito continua ceifando vidas, em toda a Rondônia. Lamentável!

OS BANDIDOS MANDAM E COMANDAM

Bloqueadores de celulares começaram a ser colocados nos presídios de Minas Gerais. Fim da farra dos presos, comandando o crime nas ruas, lá de dentro das cadeias? Nada disso. Eles reagiram à altura. Determinaram que seus comandados fora das grades começassem a implantar um reino de terror,  com ataques a policiais, tiroteios, violência e ainda a queima de perto de 70 ônibus, em diferentes cidades do Estado. Todos sabem de onde vêm as ordens e quem as está cumprindo. Mas, é claro, tudo é tratado como se fosse uma guerra de cavalheiros de um lado, contra os celerados sanguinários de outros. A polícia prende, novos bandidos vão para as cadeias, mas de lá continuam mandando no crime fora delas. Criminosos desse naipe, que comandam toda a violência neste nível, deveriam ser todos colocados em prisões de segurança máxima, bloqueada de celulares, sem contato com ninguém e com penas longas. Mas claro que isso é apenas teoria. No Brasil, daqui a pouco corremos o risco de ter um presidiário como Presidente da República. Esperar o que então?

MARCOS ROGÉRIO E SEUS PROJETOS

Afinal de contas, o jovem deputado Marcos Rogério vai buscar a reeleição ou aventurar-se em busca de uma candidatura ao Senado? O assunto anda aparecendo em várias informações envolvendo as muitas possibilidades que a eleição de outubro ainda oferece. Com um bom conceito entre o eleitorado da região central do Estado; com aceitação bastante positiva entre os evangélicos, por seus discursos em defesa da família e contra projetos como a criação do Conselho de defesa dos Gays e outras minorias, Marcos Rogério tem chances reais de se reeleger. Já em relação ao Senado, o buraco é mais embaixo. Ele teria que enfrentar pesos pesados da política que já estão  na lida, como Confúcio Moura, Valdir Raupp e Jesualdo Pires, ex prefeito da sua cidade, Ji-Paraná e cuja aceitação da pré candidatura ao Senado tem crescido bastante; a petista Fátima Cleide, que volta a disputa e, ainda, nomes emergentes, como o do professor e pastor Aluízio Vidal, entre vários outros. Até agora, Marcos Rogério não falou oficialmente sobre o assunto. Tem deixado o assunto correr pelas redes sociais e nos comentários políticos, ocupando um bom espaço, mas sem se posicionar se a informação sobre o Senado é real ou ficção. Há algumas semanas, e em várias ocasiões, ele tem dito que quer mesmo é permanecer na Câmara Federal. Mas como em política nada é definitivo....

FIM DA SAÍDA DE MATADORES DOS PAIS?

Será que pelo menos uma vez as vitimas serão homenageadas e os bandidos devidamente punidos? A questão vem ao caso por causa de um projeto do senador Pedro Chaves, do PMDB do Mato Grosso do Sul, que quer impedir que a cara da sociedade brasileira seja gozada por assassinos, que recebem benefícios inacreditáveis. Pelo projeto do parlamentar, matadores de pai ou mãe (ou ambos), não terão mais direito a saída temporárias nas datas comemorativas, como ocorre agora. O caso mais famosa é da assassina Suzane Von Richthofen, que organizou e preparou o assassinato dos pais, praticada por seu namorado e o irmão dele. Todos os dias das Mães, Suzane é beneficiada com saída temporária para “comemorar” a data, um verdadeiro acinte da legislação atual. O parlamentar do MS quer acabar com esse tétrico benefício. Na justificativa de seu projeto, Pedro Chaves cita como exemplo exatamente o caso de Suzane, sentenciada em 2006 a 39 anos de prisão, pelo  assassinato dos próprios pais, ocorrido em 2002. De acordo com o senador, Suzane já usufruiu por várias vezes do “saidão” do Dia das Mãe, o que causa indignação nos brasileiros de bem. O projeto tramita ainda na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania do Senado.

PERGUNTINHA

Onde estão sua bandeira, sua camiseta  verde e amarela e a alegria de todas as Copas, para torcer pelo Brasil, que tenta o sexto campeonato mundial a partir do próximo domingo, na Rússia?

Comentários

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    Sebastião Farias 11/06/2018

    É Sérgio, se a imprensa cumprisse sua função cívica e instrutiva dos cidadãos, essas reclamações não existiria. Mas nunca é tarde, né? o esse passivo dos meios de comunicação do Brasil atual, pode ser minimizado, a partir do momento em que os formadores de opinião, conhecendo a dinâmica da organização e funcionamento dos Poderes constituídos, podem, quando quiserem, mudar o que está aí, de errado. Abaixo, segue nossa contribuição à cidadania, a ser melhorada e aperfeiçoada por vocês e por quem interesse e, divulgada a todos os cidadãos. Sucesso para todos, pois vocês, têm os meios de que, amparados na verdade, de mudarem o Brasil. "Senhores redatores e formadores de opinião, desse importante meio de comunicação nacional. Submetemos o texto abaixo, ao vosso conhecimento e apreciação, com vistas ao seu aperfeiçoamento, por vocês e, multiplicação aos demais cidadãos e organizações públicas e privadas, de vosso ciclo de amizade, afins ao assunto, "Conscientização do povo e Cidadania Para o Bem de Todos". Informamos que o presente texto é de cunho particular, não tendo qualquer compromisso com nenhuma tendência ideológica, nem com organizações partidárias. Tem sim, interesse que todas essas organizações que a ele tenham acesso, meditem sobre o que fizeram ou, porque não fizeram nesse sentido, já que também, têm, em sua função social pública, a incumbência de instruir e conscientizar as pessoas, com foco na verdade, para melhor avaliarem os programas de cada partido e propostas dos candidatos e, a partir daí, votarem com convicção, melhor e, saberem na hora certa, como cobrarem responsabilidades. Façam pelo Brasil, o que suas consciências mandar. Obrigado e sucesso. Sebastião Farias Um cidadão brasileiro nordestinamazônida "Para todas as pessoas de boa vontade interessadas no assunto e às organizações de defesa da cidadania do Brasil, nossa contribuição, para se quebrar a inércia e o comodismo cívico sobre a situação do país: Caros cidadãos brasileiros e, solidários aos direitos, igualdade, fraternidade e liberdade de todos os irmãos pátrios. Urge uma iniciativa fraterna e responsável de todos nós, pelo resgate do estado de direito; pelo resgate da democracia; pela valorização da educação, da saúde e da segurança públicas, nos termos da CF; pela valorização do cidadão e respeito ao seu voto; pelo resgate da governabilidade pacífica, justa, responsável e comprometida com o bem-estar da nação e do país; pelo repúdio público aos maus cidadãos, as organizações, as autoridades e aos políticos infiéis aos cidadãos e aos eleitores e, que desrespeitam a Constituição Federal, a ética do serviço público e que, estimulam o preconceito, o ódio, a injustiça, a desigualdade e a divisão entre patrícios; pelo resgate de uma justiça que seja imparcial, justa e igual para todos os brasileiros; por um Brasil forte, independente, justo, soberano e que tenha como objetivo, servir e beneficiar aos brasileiros e povos amigos por ele acolhidos, etc. Urge também, que as pessoas e entidades de boa vontade interessadas, lancem uma Campanha Nacional de Instrução e Conscientização Popular dos Cidadãos Brasileiros, com petição ao Congresso Nacional, dentre outros temas importantes à , para que àquela Casa de Leis, aprove em caráter de urgência, Emenda Constitucional ou algo similar, Disciplinando e detalhando em caráter obrigatório e transparente que, “todos os parlamentares das áreas Federal/Distrito Federal, Estaduais e Municipais, através de suas Comissões de Fiscalização e Controle-CFCs ou Similares, dos Poderes Legislativos competentes e, no que couber, aos Tribunais de Contas afins, monitorem, acompanhem e fiscalizem em tempo real, a execução pelos Poderes Executivos competentes, desde o início, até a conclusão final da contratação de obras, da aquisições ou da prestação de serviços públicos à população, afins às Políticas Públicas de interesse do povo”. Em função desse novo comportamento prático dos parlamentares, em benefício do povo, “que suas instituições legislativas/Fiscalizatórias/Controladoras, apresentem publicamente à população, Relatórios Bimestrais de Acompanhamento e Avaliação da Execução, detalhando cada Objeto das Políticas Públicas em andamento, para conhecimento e acompanhamento dos cidadãos e contribuintes; do status de conformidade e qualidade do andamento de cada obra em execução e/ou executada e também, a situação funcional e qualitativa em que se encontra, cada tipo de serviço público prestado à população pelo Poder Executivo competente, no âmbito dessas Políticas Públicas”. Essa prática cidadã, deve se dar com foco: i) na consciência dos parlamentares, dos Presidentes e Membros de Comissões com funções Fiscalizatória e de Controle de que, daqui em diante, sua omissão individual ou coletiva, afins as função fiscalizatória proativa e em tempo real do Poder Legislativo competente, acarretará responsabilização institucional, ética e penal, nos termos da Constituição afim e das leis específicas em vigor, proporcionais aos males e prejuízos que causaram ou permitiram em função dessa omissão, à UF e à sociedade; ii) na conformidade da boa e correta aplicação dos recursos públicos: iii) na agilidade dos cronogramas estabelecidos; iv) na qualidade técnica e padrão dos materiais utilizados; v) na segurança e adequação das obras públicas contratadas; vi) na boa funcionalidade das instalações públicas existentes e; vii) na boa e responsável funcionalidade, buscando-se, a excelência dos serviços públicos prestados à população; etc,. Obrigação de todos os Poderes Legislativos, Federal/Distrito Federal, Estaduais e Municipais, “de divulgarem em todos os meios de comunicação existentes e que atinjam todos os municípios brasileiros e, de apregoarem em locais públicos de considerada frequência e trânsito de pessoas, para conhecimento dos cidadãos, de Relações Nominais dos Parlamentares: Presidente, Secretário e Membros das Comissões Permanentes (Temáticas)-CPs e/ou Comissões de Fiscalização e Controle-CFCs ou Similares, existentes na Câmara Federal, no Senado Federal, nas Assembleias Legislativas Estaduais de cada Estado/Distrito Federal e nas Câmaras Municipais de Vereadores de cada Município. Da mesma forma, Relação Nominal dos representantes fiscais de acompanhamento de cada Política Pública ou temática existente, dos Tribunais de Contas competentes”. Assim, no âmbito dos serviços públicos, dentre outras, são essas as competências e/ou atribuições fiscalizatórias dos parlamentares e das CPs e/ou CFCs: federal ( Artigos. 44 a 46, associados aos Artigos 49 e seus Incisos IX a XI; 50 e 51 da CF) - https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Constituicao/Constituicao.htm ; estaduais ( Artigos 8º; 9º; 29 e seus Incisos XXXVI e XXXVIII; 36; 46 a 49 e 135. exemplo da CE/RO) - https://www.sefin.ro.gov.br/portalsefin/anexos/167.10916376409634CONSTITUICAO_ESTADUAL_ATUALIZADA_ATE_EC_Nº_75_11.PDF ; e municipais (Artigos 47; 48 e seus incisos VII, XVI e XVIII; 49; 50; 73 e 74. Exemplo da Lei Orgânica do Município de P. Velho/RO) - https://leismunicipais.com.br/lei-organica-porto-velho-ro ; por serem elas, auxiliadas pelos TCs, as primeiras instâncias da cadeia pública de Fiscalização e Controle Cidadã, bem como apoiados pelos Ministérios Públicos no que couber, conforme Art. 38 da LC-75/1993 e similares estaduais. Para que se tenha noção clara, o que se passa com a gestão pública, a fiscalização e controle proativo no Brasil, hoje, pode ser comparado com uma família, cujo patriarca, ao necessitar realizar uma obra em sua residência, contrata a empresa prestadora dos serviços que, conhecido o projeto, inicia os trabalhos de qualquer jeito, constrói, termina os acabamentos, cobre, pinta, termina o piso, por fim, conclui e entrega a obra. Agora, duas realidades fictícias para sua avaliação e comparação com o setor público: i) A empresa, durante o seu trabalho, não foi uma única vez, incomodada pela fiscalização do contratante; ii) A empresa, durante o seu trabalho, esteve sobre permanente fiscalização do contratante; Pergunta-se: desses cenários, qual o que não é desejável e, que tem mais chance de resultar em problemas para o contratante? Não há dúvidas de que, é o primeiro ítem, certo? Pois bem, a gestão de um pais, de um Estado ou de um Município, segue o mesmo princípio de uma família. Se a família que tem o Patriarca como gestor e fiscal, as unidades federadas possuem os Poderes Constitucionais e todos os meios legais e físicos, para gerar, planejar, executar, fiscalizar, controlar e produzir boas obras públicas, bons produtos públicos e bons serviços públicos para seus beneficiários, os cidadãos e contribuintes. Mas, a) sem instrução e consciência cívica e cidadã do povo, que é dono do PODER, mantenedor do tesouro e beneficiário das Políticas Públicas, para conhecer seus direitos e responsabilidades e, para no momento certo, saber votar e escolher seus representantes e fiscais, saber exigir, cobrar e responsabilizar os seus gestores e fiscais públicos; b) sem Fiscalização e Controle responsável e em tempo real das Políticas Públicas pelos Representantes e Fiscais Constitucionais do povo, não existe, como na atualidade, efetividade da conformidade da boa aplicação dos recursos públicos em benefício do povo, portanto, isso, essa omissão, é que gera e incentiva a corrupção; c) sem foco responsável na conformidade, economicidade, na qualidade, na boa funcionalidade das instituições prestadoras de serviços públicos, etc; d) sem fraternidade, sem justiça imparcial e equânime para todos, sem respeito aos direitos dos cidadãos, sem segurança, sem paz social e sem bem-estar, sem felicidade e sem satisfação dos cidadãos, como deveria acontecer, não existe nação e sim, tribos e incentivo ao crime e a corrupção . Pensem nisso. Tudo isso, se faz necessário conhecer-se, para que, a população, ou seja, o povo, que é o Patrão de todos, tenha conhecimento de quem é quem e responsável de que, na organização e harmonização dos Poderes Constitucionais e, na cadeia pública de fiscalização e controle, interno e externo, do que lhe interessa e, para que saiba a quem se reportar para exigir protagonismo e reclamar seus direitos. O povo deve tomar consciência de que, nas reclamações de seu interesse no âmbito do serviço público, em vez de se dirigir ao executor da obra ou prestação de serviço público ( Poder Executivo), deve dirigir-se ao seu Representante e Fiscal Constitucional, para reclamar e se informar até onde, essa autoridade está harmonizada com a situação do objeto, causa da reclamação do cidadão ou omisso em sua função de fiscalização proativa e corretiva. A justificativa para tudo isso, será: o combate aos corruptores e à corrupção na sua origem; a minimização de desvios de conduta e comportamentos aéticos no serviço público, dos homens e agentes públicos, no exercício da função; concorrerá para a minimização do desperdícios de recursos do tesouro público, daí decorrentes; concorrerá, também, para a eliminação de contratos superfaturados, de da mal versação de recursos públicos, de obras/serviços atrasados e/ou inacabados, de objetos sem qualidade; concorrerá ainda, para o aumento da boa e correta funcionalidade e da qualidade das obras e da prestação de serviços públicos à população; etc. Acho que vocês, cidadãos brasileiros e formadores de opinião, podem muito, melhorarem essas ideias e multiplicá-las, para que todos os cidadãos de nosso país, conheçam e tomem consciência de seus direitos, responsabilidades e de seu Poder Constitucional e, complementado sua iniciativa sobre esses assuntos, se interessando em lê e consultar com maior frequência, as Constituições Federal e a de seu Estado, assim como a Lei Orgânica de seu Município e, para se instruírem e se prepararem para melhor defenderem seus interesse e da Comunidade, bem como reclamarem e cobrarem com maior constância e amparo legal, os Presidentes e Membros das CFCs ou Similares de sua Assembleia Legislativa e/ou Câmara Municipal de Vereadores de seu município São essas, nossas singelas contribuições e sugestões para a melhoria de nosso ambiente comunitário e, um país que acreditamos e amamos, que é o nosso BRASIL, Terra da Santa Cruz e Coração do mundo e Pátria do Evangelho de Cristo. Façam sua parte amando ao seu próximo e, confiantes na liberdade, na fraternidade, na igualdade e na justiça imparcial, dons de Deus, que não tardarão a se manifestar na defesa de nossa pátria. Que Deus salve o Brasil. https://www.brasil247.com/pt/colunistas/carlosdincao/337148/Sobre-a-ignorância.htm ; https://outraspalavras.net/brasil/o-brasil-no-epicentro-da-guerra-hibrida/ ; https://www1.folha.uol.com.br/mundo/2018/04/brasil-e-outros-cinco-paises-suspendem-participacao-na-unasul-diz-agencia.shtml ; http://impactocna.com/colombia-ingresara-a-la-organizacion-del-tratado-del-atlantico-norte-otan/ ; Sebastião Farias Um cidadão brasileiro nordestinamazônida"

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    Christian 11/06/2018

    Enquanto o Estado for desse tamanho a situação só vai piorar. Quase todo mundo com Cds nos governos. A União criando novos municípios. Não há um movimento político para reduzir o número de cargos comissionados (na verdade nem deveria existir). Não há também sinais de diminuição de deputados federais, estaduais, vereadores e tantos outros que acabam corroendo os cofres públicos. Não há diminuição de regalias para políticos. "A Petrobrás é nossa" - isso é um slogan populista e ridículo que vem a gerações. Temos que privatizar esse número grandioso de Estatais que temos. A exemplo de dinheiro pelo ralo temos a nossa Caerd. Segundo o próprio presidente existe uma sangria de 1.200.000,00 só pagos a cargo de confiança. Absurdo. Temos que fazer algo porque quem paga a conta é o povo, e o povo somos nós.

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