17/12/2009 - 13h15min - Atualizado em 17/12/2009 - 13h15min

Sem credibilidade e sem espaço, LCP ataca imprensa

Liga dos Camponeses Pobres perdeu o pouco espaço que tinha na imprensa local quando divulgou notícia falsa sobre "massacre" de camponeses.

Da redação do TUDORONDONIA

Charge: Carlos Latuff/LCP


Diariamente, a Liga dos Camponeses Pobres (LCP) envia e-mails para as redações dos veículos de comunicação em Rondônia denunciando supostas mortes de camponeses no interior do Estado. Praticamente ninguém publica mais estas denúncias devido à perda da credibilidade da Liga.

Até abril de 2008, pelos menos dois sites de notícias de Rondônia costumavam publicar essas denúncias, entre eles, este TUDORONDONIA.

Naquela data, o site publicou a seguinte manchete: Entidade denuncia morte de 15 camponeses nesta quarta no interior de Rondônia. PM diz que é boato.

A notícia - soube-se depois - era falsa. Mesmo assim correu o mundo. Saiu em todos os grandes veículos de comunicação do País. Foi difundida pela LCP e por um tal de Centro Brasileiro de Solidariedade aos Povos,   que até então ainda tinham  algum espaço em poucos setores da imprensa rondoniense.

A partir de então, ficou difícil acreditar no que divulga a LCP, uma entidade sem personalidade jurídica, sem um endereço conhecido e cujos dirigentes se escondem atrás do anonimato.

Falando apenas em nome do site TUDORONDONIA, existe risco jurídico ao se publicar a denúncias da entidade, ainda mais se elas forem falsas como a do "massacre" dos 15 camponeses, uma vez que, em caso de processo judicial, a responsabilidade recairia toda sobre o veículo de comunicação, pois não se conhece nenhum dirigente da LCP que possa responder solidariamente a uma ação judicial. E as denúncias da LCP quase sempre envolvem acusações contra empresas e pessoas. São acusações de crime de pistolagem, grilagem de terras, atentados, massacres de camponeses...

Inconformada com a falta de espaço nos jornais locais, a LCP agora passou a atacar a imprensa, acusando-a de estar apoiando os latifundiários e supostos massacres de camponeses no interior do Estado.

O TUDORONDONIA esclarece que o espaço está aberto para LCP, desde que os dirigentes da entidade assumam publicamente suas denúncias - e não tentem empurrar a responsabilidade para o jornal eletrônico mantendo-se num confortável e encorajador anonimato.

Postado por JEANE FERREIRA em 04/04/10 às 11:04 - jeaneferreira7@hotmail.com
O que eu acho engraçado é que a imprensa só publica as notícias que favorrecem ao governo,na verdade são todos comprados, essas terras que a LCP estão querendo fazer direitos de todos são terras que pertencem à corja do governo que estão na assembléia e que tambem foram comprados, são um bando de latifundiários, que estão acabando com nossas florestas e colaborando com a pobreza e crimilidade do nosso estado, isso só lembra os tempos dos coronéis.
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Postado por Vando em 21/01/10 às 08:01 - vando.23@hotmail.com
Trabalhar ninguém quer né? Agora invadir as terras de quem trabalhou uma vida inteira p isso, ahhh isso querem. Pq não invadir terras do governo? Falta coragem? Dá um tempo, LCP (Liga dos Camponeses Pobres de Rondônia), pra não dizer Sem Terra, ou um bando de gente sem vergonha na cara, que quer se apossar do que não é dele, isso tbm é furto sabiam? Pq não vão lá pedir terra pro Ilustríssimo Lula?!
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Postado por Ana em 19/01/10 às 20:01 - aninha90@zipmail.com
Sou contra matar ou torturar pessoas... mas tambem sou contra grupos de pessoas que saem para causar desordem, e gerar violencia. Tenho uma familia grande, pai fazendeiro, e prima distante que participa de grupos de sem terras. O esquema é o seguinte, os "camponeses pobres chegam invadindo propriedades, com grandes (caríssimos) tratores, camionetes, eles tem otimas casas no nomes de outras pessoas e fazem fortuna as custas do incra. Na verdade é um acordo onde todos sao beneficiados, o fazendeiro super valoriza a terra para vender para o INCRA, a grana sai do governo (claro que tem uma grande ficala dentro mesmo), entra no bolso do fazendeiro, que depois compra a mesma terra dos "camponeses pobres". Sobra uma grana para o fazendeiro, e quem mais enche o bolso sao os pobres camponeses. Tenho vergonha em pensar tudo isso. Eu nao teria coragem de matar pessoas, mas eu nao consigo imaginar o quao seria horrivel, se um dia esse povo invadisse o que meu pai construiu com uma vida inteira de trabalho, sofrendo para estudar sem ter condições. Nasci em Rondonia, mas sai de la com 4 anos, e sei que as coisas evoluiram muito por lá, mas sei também que ainda existem pistoleiros. Sei que eles devem ter suas próprias leis. Se o Brasil tivesse um governo confiavel, nada disso existiria. Não gosto de saber quando um fazendeiro agil com violencia contra essas pessoas, mas ao mesmo tempo fico feliz em saber que nao aceitaram vender as terras para o Incra.
98.234.154.186
Postado por hesnesto guevara em 06/01/10 às 09:01 - hernestoguevarache@yahoo.com
ÔÔÔÔÔI,SERÁ QUE TEM ALGUEM AÍ. é só olhar a quantidade de comentários a favor e contra a dita LCP e verás quem está certo. se a imprensa analizar a longo prazo entenderá que o futuro é dos camponeses e do povo pobre. o campo será dos camponeses pois são determinados em suas tomadas. as industrias serão dos proletários, pois são eles que produzem e é para eles que deve ir o lucro. A ÚNICA PARTE DA POPULAÇÃO QUE TEM A POSSIBILIDADE DE EMANCIPAÇÃO (ENTENDA-SE LIBERTAÇÃO NACIONAL)são essas duas, o camponês e o proletário.
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Postado por Emiliano Zapata em 19/12/09 às 05:12 - emilianozapata@hotmail.com
Realmente ao que parece a LCP está certa! Foram assassinados 2 camponeses, tem fotos deles mortos e vocês insistem em afirmar que a LCP inventa. É triste saber que a imprensa tem apenas publicado o que interessa aos grupos que financiam seu jornal.
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Postado por Ana Luiza em 18/12/09 às 19:12 - brasileira_nata@hotmail.com
É indecente ver tamanha hipocrisia, esta semana o latinfúdio fez mais duas vitimas, tombando ao chão dois trabalhadores pais de familia que almejavam nada além do direito pela terra para nela trabalhar...É FÁCIL aos beneficiados pela podridão de grileiros vir aqui e manisfestar apoio. Sem homens no campo não há comida na cidade. Acorda Brasil pessoas de bens são assassinadas e o estado alega richa pra encobrir os latifundiários.
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Postado por LCP Rondônia e mazônia Ocidental em 18/12/09 às 18:12 - lcp_ro@yahoo.com.br
Imprensa cúmplice da barbárie de Rio Alto ataca LCP Jaru, 18 de dezembro de 2009 No dia 17 de dezembro o sítio de notícias “Tudo Rondônia” publicou uma nota intitulada “Sem credibilidade e sem espaço, LCP ataca imprensa”. Em meio a acontecimentos gravíssimos no Acampamento Rio Alto, em Buritis, inclusive com a tortura e assassinato de dois camponeses e coordenadores da LCP, esta nota vem dar mais uma prova do comprometimento que a maioria da imprensa de Rondônia tem com o latifúndio assassino. O Tudo Rondônia começa falando que a LCP perdeu a credibilidade com a imprensa devido a uma falsa denúncia de massacre de 15 camponeses no início de 2008. Então vamos aos fatos, pois contra fatos não há argumentos. A verdade sobre os acontecimentos em Campo Novo O fato, que denunciamos amplamente à época, foi no acampamento Conquista da União, localizado no município Campo Novo, numa área de terras públicas da União griladas pelo latifundiário Catâneo, famoso em Rondônia por crimes de pistolagem, trabalho escravo e execuções. Cerca de 30 pistoleiros da família Catâneo, fortemente armados, com coletes à prova de balas, coturnos e capuzes pretos atacaram o acampamento na manhã do dia 09 de abril. Eles já chegaram atirando e 300 camponeses, homens, mulheres, crianças e idosos, saíram correndo só com a roupa do corpo. Depois os pistoleiros destruíram o acampamento e todos os pertences, documentos e mantimentos das famílias. A notícia do massacre de 15 acampados chegou por telefone à sede da LCP por companheiros que presenciaram o ataque e imediatamente começamos a reproduzir as denúncias a todos nossos contatos. Mais que ninguém, nós conhecemos na própria carne a fúria do latifúndio assassino no estado e a denúncia é uma de nossas defesas. Os camponeses que se espalharam, aos poucos foram se reunindo em Buritis e no acampamento destruído, mas vários ficaram desaparecidos por horas. Inclusive um homem passou 12 horas dentro de uma lagoa próxima ao acampamento esperando a noite para não ser visto e atacado pelos pistoleiros. No dia seguinte, o Padre Afonso, representante da CPT – Comissão Pastoral da Terra, foi até o acampamento acompanhado de um representante da Ouvidoria Agrária e de policiais e puderam comprovar o ataque violento de pistoleiros. Foi só neste momento, 30 horas depois do ataque, que a polícia apareceu no local. E a única providência que tomaram foi apreender cerca de 20 motos dos camponeses que ficaram no acampamento! Em nota, após sua visita, Padre Afonso declarou que as autoridades policiais só se preocupam em reprimir os camponeses e nem mencionam os pistoleiros armados dos latifundiários. Não somos nós que estamos “acusando pessoas”. O próprio genro do Catâneo Edson Luis Liutti assumiu para uma comissão da CPT e Ouvidoria Agrária e diante da polícia ambiental que seus pistoleiros despejaram as famílias. Ele também deu declarações na imprensa (inclusive divulgadas pelo Tudo Rondônia, afinal, eles consideram estes tipos como fontes de grande credibilidade) insinuando que ele tiraria as famílias à força. Apesar dsito, nada foi feito contra ele até hoje, como sempre. Só depois que todos os desaparecidos foram encontrados é que esclareceu-se que não havia mortos. Agora para o Tudo Rondônia esta informação desencontrada foi tudo o que existiu, nenhuma palavra sobre o ataque violento de pistoleiros contra famílias indefesas. NENHUMA PALAVRA sobre o trabalhador Edson Dutra Barros, assassinado dias depois (29 de abril de 2008) por pistoleiros do Catâneo que atacaram camponeses num caminhão, quando iam para o acampamento que estava sendo reorganizado. Edson dirigia o caminhão. (em anexo seguem algumas fotos dos fatos) O silêncio cúmplice sobre as barbaridades de Rio Alto Tudo Rondônia, que se diz um veículo tão respeitado e imparcial, também não falou UMA LINHA sobre as torturas e assassinatos de Élcio Machado e Gilson Gonçalves por pistoleiros a mando do latifundiário Dilson Caldato no último dia 08. Não publicou as fotos dos corpos de Élcio e Gilson trucidados. Suas unhas arrancadas com alicate, as tiras de couro tiradas de suas costas, seus dentes quebrados, o tiro de 12 no braço, a orelha cortada e os tiros de 12 nas nucas de Élcio e Gilson para o Tudo Rondônia é “denúncia sem credibilidade”! Tudo Rondônia não noticiou que, apenas uma semana depois do martírio de Élcio e Gilson, 12 camponeses foram detidos numa grande operação repressiva da Polícia Federal, Polícia Civil e COE (PM) no acampamento Rio Alto. Camponeses denunciaram que durante o trajeto para delegacia de Buritis, policiais ameaçaram jogá-los no rio Jamari e fazer com eles o que foi feito com Élcio e Gilson. Mas o silêncio cúmplice não é exclusividade do Tudo Rondônia. Até agora, apenas dois blogs inexpressivos reproduziram nossas notas sobre a barbárie de Rio Alto. Há muito tempo não víamos um bloqueio da imprensa marrom de Rondônia às denúncias de crimes do latifúndio tão orquestrado como agora. A verdade incomoda os mentirosos A gota d’água que motivou a nota raivosa do Tudo Rondônia foi uma charge do grande desenhista Carlos Latuff denunciando a imprensa marrom de Rondônia no caso Rio Alto. Afinal a verdade incomoda aqueles que são especialistas em camuflar a realidade para beneficiar quem os financia: latifundiários, grandes empresários e políticos corruptos. Ao contrário do que dizem na nota, a LCP nunca contou com credibilidade e espaço no monopólio da mídia de Rondônia e de lugar nenhum. Nas páginas de suas revistas e jornais, nas telas da internet e da TV nós e todos movimentos combativos somos mostrados como terroristas, traficantes de drogas e de madeiras, assassinos, guerrilheiros. E não contamos mesmo com o monopólio da imprensa. Contamos com os muros nas cidades, com as pedras e paus nas estradas, com alguns radialistas e jornalistas honestos, com jornais escritos e na internet sérios e independentes. Contamos com pessoas e entidades democráticas nos quatro cantos do Brasil e do mundo que nos conhecem, compartilham de nossos ideais e nos ajudam a divulgar a realidade da luta pela terra no país. Mais do mesmo Na nota, o Tudo Rondônia ainda nos “acusa”: “E as denúncias da LCP quase sempre envolvem acusações contra empresas e pessoas. São acusações de crime de pistolagem, grilagem de terras, atentados, massacres de camponeses...”. Onde os editores do Tudo Rondônia vivem? Afinal, o latifúndio em Rondônia não cometem “crime de pistolagem, grilagem de terras, atentados, massacres de camponeses”? Essa é boa: os ilustres latifundiários cometem seus crimes e nós é que somos condenados por denunciar! Não nos espanta, esta é a lógica do monopólio de comunicação: inverter a realidade. Mais uma mentira da nota: que a LCP não tem endereço fixo! E o que seria então aquela sede no centro de Jaru? E por fim, na nota o ataque de sempre ao nosso anonimato e ao fato de não sermos uma entidade jurídica. Historicamente, estes são meios de defesa de movimentos sociais combativos. Mas não somos um movimento clandestino. Longe disto. Basta andar pelas áreas que organizamos e influenciamos, participar de nossos Congressos massivos, de nossos atos públicos e manifestações, visitar nossa sede... Mas não vamos cair nas armadilhas da legalidade deste velho Estado, não vamos mostrar os rostos, nem dar os nomes e documentos de nossos coordenadores para a imprensa e órgãos do estado, dedos-duros históricos, que nos entregam aos latifundiários e seus pistoleiros assassinos. Não foi isto o que o Incra e a Ouvidoria Agrária Nacional fez com o companheiro Élcio? O latifundiário Dilson Caldato e seu bando armado sabiam que ele era um dos coordenadores, mas não conheciam seu rosto. Ficaram conhecendo na reunião na sede do Incra em Porto Velho no último dia 03. Romper o bloqueio Aproveitamos esta nota de resposta aos ataques do Tudo Rondônia para conclamarmos a nossos apoiadores, a pessoas e entidades democráticas a nos ajudarem a furar o bloqueio da imprensa marrom de Rondônia. Temos que pressionar de todas as formas os políticos a tomarem uma providência. Os crimes em Rio Alto são graves demais, as mãos de Dilson Caldato, seus pistoleiros, Gercino José, Márcia estão sujas com o sangue de mais dois jovens camponeses. As pessoas tem que ficar sabendo e eles tem que pagar por isto. O povo quer terra, não repressão! Morte ao latifúndio! Viva a Revolução Agrária! LCP – Liga dos Camponeses Pobres de Rondônia e Amazônia Ocidental
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Postado por celio cielo em 17/12/09 às 14:12 - ccielo@ig.com
Parabens Tudorondonia, dar atençao e espaço para esse pessoal é incentivar invasao de propriedade, agora invandem a zona rural, no futuro predios urbanos e nao acaba nunca...Incetivo a esse pessoal é coisa de PT, igreja ONGS, voces nao se prestariam a esse papel... NOTA DA REDAÇÃO TODOS TÊM DIREITO À LIVRE MANIFESTAÇÃO. O SITE É DEMOCRÁTICO, PLURALISTA E ABERTO ÀS CRÍTICAS, DENÚNCIAS E DEBATES, DESDE QUE TUDO SEJA FEITO COM RESPONSABILIDADE.
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